Lei nº 13.363/2016: maternidade, paternidade e humanização do processo civil O processo judicial costuma ser apresentado como uma estrutura objetiva, composta por prazos, atos processuais, audiências, recursos e decisões. Essa objetividade é necessária para garantir segurança jurídica e previsibilidade. Mas existe uma realidade que nenhum sistema processual consegue eliminar: por trás de cada processo existem pessoas. Entre essas pessoas estão também os profissionais responsáveis pela representação das partes. Foi justamente para enfrentar uma situação que durante muito tempo recebeu pouca atenção legislativa que surgiu a Lei nº 13.363/2016. Publicada em 25 de novembro de 2016, a norma alterou simultaneamente o Estatuto da Advocacia e o Código de Processo Civil, estabelecendo direitos e garantias para a advogada gestante, lactante, adotante ou que desse à luz, além de criar uma disciplina específica para o advogado que se tornasse pai. A importância da alteração ultrapassa a criação de...