Arbitragem x Poder Judiciário: concorrentes ou instituições complementares? A existência de uma convenção de arbitragem não elimina o Poder Judiciário. Ao contrário: em diversas situações, árbitros e juízes precisam atuar de forma coordenada Durante muito tempo, uma das principais dúvidas relacionadas à arbitragem brasileira foi aparentemente simples: Se as partes escolheram a arbitragem, o que ainda resta para o Poder Judiciário fazer? A pergunta parte de uma ideia intuitiva: se o árbitro irá solucionar o conflito, o juiz estatal não teria mais qualquer participação. Essa conclusão, entretanto, está errada. A experiência brasileira dos últimos 30 anos demonstra justamente o contrário. Arbitragem e Poder Judiciário não funcionam necessariamente como sistemas concorrentes. Em diversas situações, eles atuam de maneira complementar. O árbitro pode decidir o mérito da controvérsia submetida à arbitragem, mas determinadas providências dependem da estrutura estatal. O Judiciário pode c...